Voltei. Filho pródigo à casa torna.
Não sei nem por quanto tempo fico...Mas, é bom ver Iáiá.
Meu refúgio tem sido este quarto de vícios. Onde, quem sabe, eu não precise manter minha pose alegre e fortificada, mas ao contrário, onde eu guardo meus defeitos vivos e porque não cuidar e mantê-los...Afinal, defeitos fazem parte das pessoas.
Teimosia pode ser persistência, dependendo dos olhos de quem vê e da boca de quem fala.
E assim sigo com sinônimos bem ou mal cotados...
Não presto.Não tenho pena, nem condolência para coisas sérias quanto mais para besteira... sou pessimista e insisto nas desgraças...
Inhá sabe bem...Me criou por longos anos até que eu virasse rapaz.Depois disso, a vida tratou de cuidar das minhas demandas...
Hoje venho para reclamar... e esta senhora tem bons ouvidos.
E venho mais uma vez, farto de gastar energias em vão. De querer o que é dos outros.
Sempre achei que se um quisesse, dois não brigavam...E nunca cogitei minha vontade em primeiro lugar! Sempre perguntei a preferencia alheia e nunca gozei dos maiores privilégios que a sorte pudesse me presentear...
Azar o meu que usei de democracia para questões sentimentais."Seja feita vossa vontade" deveria ser lema dos amantes.Amor não tem nada de generoso.Não combina. É egoísta, sim! Porque a gente quer mandar no que o outro tem que sentir. Porque existe uma manipulição capitalista sobre os desejos.
É, claro, os objetos de fetiche são governados pelo egoísmo.Foda-se o outro.Viva eu!!Viva o que eu quero!
CHATO
Chato é ser disponível de mais!Chato é querer deixar o outro escolher. Porque todo mundo tem preguiça de ver o que é melhor. E se você não se coloca como a melhor opção, nunca vai ser escolhido.Entediante é querer bem demasiadamente.
-Iáiá, quero colo e ninguém me dá.
-Inhazinha, tenho saudade de quem mente.
-Sinhá, fico feliz quando vêm me procurar. E por que é que eles não me procuram?
domingo, 17 de junho de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
axé
o negócio tá tão brabo que eu to rezando pro santo errado
é ogum e não oxum.
mas a urgencia é tão intensa.
que eu tive que mudar a reza
e a cor da vela.
é ogum e não oxum.
mas a urgencia é tão intensa.
que eu tive que mudar a reza
e a cor da vela.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
drop
cai
a chuva,
e leva tudo
que conquistei
vai
o raio
bate no fio
queima a luz
sai
que eu
não consigo
ver você
dai
gloria
que você esta vivo
e a sua televisão não mais
a chuva,
e leva tudo
que conquistei
vai
o raio
bate no fio
queima a luz
sai
que eu
não consigo
ver você
dai
gloria
que você esta vivo
e a sua televisão não mais
cupido
meu bem,
você não precisa me ferir para se afirmar.
você não precisa disso e nem eu.
e assim eu comunico que estou partindo.
e seguindo, eu abdico.
de tudo que eu fantasiei, dos meus apegos,
das ilusões, do meu prazer.
tento me proteger do que eu mais
abri a guarda.
dessa sua flecha.
senhor cupido.
doce, amargo, indeciso.
você não precisa me ferir para se afirmar.
você não precisa disso e nem eu.
e assim eu comunico que estou partindo.
e seguindo, eu abdico.
de tudo que eu fantasiei, dos meus apegos,
das ilusões, do meu prazer.
tento me proteger do que eu mais
abri a guarda.
dessa sua flecha.
senhor cupido.
doce, amargo, indeciso.
quinta-feira, 22 de março de 2012
pedido
eu queria que todos os dias terminassem proveitosos, de modo que, eu me sentisse sempre util a alguém e sempre pertecesse a algum lugar.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Congada de São Benedito, até ateu convicto.
"Benedito santo, de Jesus querido, valha-me Deus que eu tenho sofrido"
se não acredito no homem, quero acreditar na fé
quero me render ao santo e reconhecer o profano
sem idealismo, sem dogma, sem chateação
pouco me importa a conduta
porque bem e mal fazem parte da humanidade
mas que enobreça a causa do meu coração
que conforte minhas agonias
que segure a necessidade em vida
e que me liberte ao fim dela
nunca vi ateu pedir pra ter religião.
nunca vi redenção
até agora.
se não acredito no homem, quero acreditar na fé
quero me render ao santo e reconhecer o profano
sem idealismo, sem dogma, sem chateação
pouco me importa a conduta
porque bem e mal fazem parte da humanidade
mas que enobreça a causa do meu coração
que conforte minhas agonias
que segure a necessidade em vida
e que me liberte ao fim dela
nunca vi ateu pedir pra ter religião.
nunca vi redenção
até agora.
terça-feira, 20 de março de 2012
Midas
Do lado mais escuro da noite, existia um rei ambicioso.
Veio Baco, e tentou-o a fazer seu pedido - Malicioso.
Tornou Midas, o rei que se condenou ao pedir mais ouro.
O que era para ser bom, lhe fez ter um toque amaldiçoado.
-Era tudo o que eu queria, eu consegui.
Eis que se aprende, você faz ouro, mas não se vive de ouro.
Se vive de ar, de água e de alimento.
De calor, de amor, de ensinamento.
E assim nasceu a simplicidade.
E Zeus queira que também a paciência.
Veio Baco, e tentou-o a fazer seu pedido - Malicioso.
Tornou Midas, o rei que se condenou ao pedir mais ouro.
O que era para ser bom, lhe fez ter um toque amaldiçoado.
-Era tudo o que eu queria, eu consegui.
Eis que se aprende, você faz ouro, mas não se vive de ouro.
Se vive de ar, de água e de alimento.
De calor, de amor, de ensinamento.
E assim nasceu a simplicidade.
E Zeus queira que também a paciência.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Assalto
Estava sozinha na rua esperando pra ir numa festa. Entrei na ultima loja aberta e comprei um vestido,saí, troquei-me no banheiro de uma lanchonete.
Olhei no pequeno espelho próximo ao lavabo e me senti razoável.Saí do banheiro e tomei lugar em uma das mesas e fingi ler um panfleto velho.-A gente sempre tenta disfarçar a solidão...- pensei.
Fiquei sentada considerando os prós e os contras de ir nessa festa, até que finalmente me convenci a ir para casa.
Desci e pela rua e fiz uma pseudo-aposta comigo: se o ônibus não estivesse no ponto final, iria beber um drink antes de ir para casa.Aposta irônica, quando a hora certa marcava quase meia-noite e o ônibus para de rodar as 22h. Perdi e fui beber.
Atravessei a rua e cheguei a Lapa, era sexta-feira a noite, estava cheia como de costume...
Desci e pela rua e fiz uma pseudo-aposta comigo: se o ônibus não estivesse no ponto final, iria beber um drink antes de ir para casa.Aposta irônica, quando a hora certa marcava quase meia-noite e o ônibus para de rodar as 22h. Perdi e fui beber.
Atravessei a rua e cheguei a Lapa, era sexta-feira a noite, estava cheia como de costume...
-Uma caipirinha, por favor.
Esperei, enquanto observava as pessoas tão bem humoradas!Notei que definitivamente eu não estava afim de estar entre muita gente...Tava meio casmurra, queria me trancar em casa com urgência...
-Aqui está, menina.São 5 reais.
Empurrei o dinheiro e agarrei o copo grande.
Sai bebendo, cheguei a esquina.Parei para esperar o semáforo trocar de cor. Olhei para o chão e depois para a frente.Até que apareceu alguém.
O que acontece aqui, amigos, é a sensação mais esquisita da minha vida.
Meu coração contraiu, meus músculos contraíram, minha perna tremeu, meu rosto tornou-se pálido, minha boca secou, minha respiração ficou difícil.A gente se esbarrou na esquina. Aquele encontro inesperado podia ser tudo que eu precisava naquela noite.
A primeira coisa que pude relacionar essa sensação foi o ultimo assalto que havia sofrido.Adrenalina.Fiquei tão sem ação quanto ficaria se tivesse uma arma apontada para mim. Eram aqueles olhos.Talvez eu tenha mesmo sido roubada, e de fato, acho que perdi a razão naquele momento.
O resto, foi só o resto.Ainda que não tenha sido como eu desejei.
Penso que talvez isso tenha sido o mais próximo do se chama de amor.
Fui burra por não ter assumido antes.
Sai bebendo, cheguei a esquina.Parei para esperar o semáforo trocar de cor. Olhei para o chão e depois para a frente.Até que apareceu alguém.
O que acontece aqui, amigos, é a sensação mais esquisita da minha vida.
Meu coração contraiu, meus músculos contraíram, minha perna tremeu, meu rosto tornou-se pálido, minha boca secou, minha respiração ficou difícil.A gente se esbarrou na esquina. Aquele encontro inesperado podia ser tudo que eu precisava naquela noite.
A primeira coisa que pude relacionar essa sensação foi o ultimo assalto que havia sofrido.Adrenalina.Fiquei tão sem ação quanto ficaria se tivesse uma arma apontada para mim. Eram aqueles olhos.Talvez eu tenha mesmo sido roubada, e de fato, acho que perdi a razão naquele momento.
O resto, foi só o resto.Ainda que não tenha sido como eu desejei.
Penso que talvez isso tenha sido o mais próximo do se chama de amor.
Fui burra por não ter assumido antes.
"Eu não sirvo para isto."Aceitei e fui para casa.
sábado, 26 de novembro de 2011
Namoradeira.
abre a janela, fecha a janela.
Já passamos por isso antes.
Desta vez não é uma questão de intimidamento.É uma incerteza.Fiz a coisa certa ou não?
Fiz! Tenho certeza que sim!
Será que você me receberia novamente de bom grado na sua paisagem? Sem pré-julgamentos?
Não tenho tanta certeza assim.
Já passamos por isso antes.
Desta vez não é uma questão de intimidamento.É uma incerteza.Fiz a coisa certa ou não?
Fiz! Tenho certeza que sim!
Será que você me receberia novamente de bom grado na sua paisagem? Sem pré-julgamentos?
Não tenho tanta certeza assim.
domingo, 13 de novembro de 2011
Esse é o limite que me separa de você.
Então houve aquela lacuna. Algo que eu nunca soube preencher
e por isso, um pedaço doloroso da minha curta história. Um verdadeiro suplício
este vazio. Esse sentimento de falta, estar faltando alguma coisa... Não existe
castigo maior do que este pra mim. Porque se falta algo importante, eu me
lembro de solidão e, se não há ninguém, eu não existo.
É, também, com pesar que me lembro das antigas conversas, inverossímeis
talvez, mas tão particulares e sem compromisso que me levavam ao êxtase de
estar perto de algo não ordinário, pouco usual.
Um prazer que encontra limite.
Eu e minha boca grande, que transborda essa carência, que conta aos outros com muito peso, meu duro sabor desmedido com relação aos sentimentos. Falo de mais, nas horas erradas e me entrego. Enforco-me no discurso. Não por me faltarem palavras. Mas por erroneamente usá-las e, deste modo, me estabanar com seus significados.
Aos receptores. A carga era pesadíssima! O valor que
dediquei não era igualmente proporcional ao que vocês entenderiam. Contudo,
isto não significa que o sentimento não era intenso.
“Eu te amo”
Eu descobri que as únicas vezes que eu amei de verdade na vida, não se tratou de um amor sexual. Eu não conheço propriamente esse amor, não o domino. Quando eu digo que amo, amaria como amo um irmão, um bebê ou a minha própria mãe.
Aí eu volto a minha lacuna. O amor é minha lacuna. Porque ainda não consegui completá-lo, ainda me faltam razões suficientes para nele acreditar e torná-lo real. Acho que esta é a parte em que você me supera.
Esse é o limite que me separa de você.
sábado, 10 de setembro de 2011
síntese
Nessas minhas andanças, alguns flashes, insights surpreendem a mim e a minha propria consciência.
Abro aqui um vicio recorrente, e talvez fonte maior de inspiração para eu estar aqui e agora: racionalizar e sintetizar as coisas.
No entanto, até o mais parvo dos homens sabe que nem tudo pode ser descrito e compreendido.Mas vamos a mais uma tentativa, e desta vez dentro de mais uma das minhas experiências.
Estamos aqui para tentar explicar o encontro das pessoas, e como elas absorvem e interpretam estímulos dentro das relações. Soa como um bom tema de pesquisa...
A teoria é basicamente que, cada encontro - interpessoal- gera um estimulo que é recebido por ambas as pessoas e assim, interpretado, deglutido e digerido. Uma informação, como outra qualquer. Mas quando se trata de uma relação- não há equilíbrios nessa percepção. Então, vamos visualizar isso como a infante brincadeira de cabo-de-guerra: a corda arrebenta pro lado mais fraco.
Sem querer parecer desacreditada nas relações, alerto para não generalizar, mas o fato é este.
Ou você cai sozinho ou te derrubam.
Mas se você fica no chão ou se levanta nessa relação, é uma escolha somente sua.
Abro aqui um vicio recorrente, e talvez fonte maior de inspiração para eu estar aqui e agora: racionalizar e sintetizar as coisas.
No entanto, até o mais parvo dos homens sabe que nem tudo pode ser descrito e compreendido.Mas vamos a mais uma tentativa, e desta vez dentro de mais uma das minhas experiências.
Estamos aqui para tentar explicar o encontro das pessoas, e como elas absorvem e interpretam estímulos dentro das relações. Soa como um bom tema de pesquisa...
A teoria é basicamente que, cada encontro - interpessoal- gera um estimulo que é recebido por ambas as pessoas e assim, interpretado, deglutido e digerido. Uma informação, como outra qualquer. Mas quando se trata de uma relação- não há equilíbrios nessa percepção. Então, vamos visualizar isso como a infante brincadeira de cabo-de-guerra: a corda arrebenta pro lado mais fraco.
Sem querer parecer desacreditada nas relações, alerto para não generalizar, mas o fato é este.
Ou você cai sozinho ou te derrubam.
Mas se você fica no chão ou se levanta nessa relação, é uma escolha somente sua.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Permanece
"Uma vez, fui até o precipício e tinha lá o livre arbítrio para gritar o que eu quisesse e ter a resposta de volta em poucos segundos no eco do abismo.
Mesmo com a dor, pedi ao vento:
- Tira ela da minha cabeça, do meu coração, mas por favor, não a tire da minha vida.
Eu te quis de qualquer jeito.
Rapidamente o eco respondeu o que eu precisava saber.
Você não precisava ir embora, nem eu deixar de amar.As coisas só tinham que mudar de lugar...
Você e eu temos uma inexplicável ligação e eu não podia desperdiçar."
Trouble 1
"Eu nunca pretendi lhe causar problema
Eu nunca quis te fazer mal
E se eu alguma vez lhe causei problema
Oh, não! Eu nunca pretendi te machucarEles teceram uma teia para mim"
Black bird
Como faz para ser tão incrédulo?
Não acreditar em nada, em nenhuma promessa, nem na mais provável...Parece, que a ferida é mais profunda do que eu pensava.É daquelas que te faz ter medo das pessoas e de tudo que elas te oferecem.
Faz sentido.Faz sentido estar ferido e ter medo de recomeçar, medo de confiar.Mas, por favor, não deixe todas as oportunidades passarem.
"Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Não acreditar em nada, em nenhuma promessa, nem na mais provável...Parece, que a ferida é mais profunda do que eu pensava.É daquelas que te faz ter medo das pessoas e de tudo que elas te oferecem.
Faz sentido.Faz sentido estar ferido e ter medo de recomeçar, medo de confiar.Mas, por favor, não deixe todas as oportunidades passarem.
"Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Pegue estas asas quebradas e aprenda a voar
Toda sua vida
Você só estava esperando este momento para decolar.
Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Pegue estes olhos fundos e aprenda a enxergar
Toda sua vida
Você só estava esperando este momento para ser livre."
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Saber usar...
Hoje eu estava pensando nas coisas boas.
Pensei que nem sempre estamos prontos para recebê-las.As vezes, nem é por falta de merecimento.É sobre como administrar tudo, como tratar bem e fazê-las propriamente boas.
Pra ser feliz é necessário saber ser feliz. Pra amar é necessário saber amar. E assim por diante...
Não adianta ter o que queremos e não sabermos usar...
Pensei que nem sempre estamos prontos para recebê-las.As vezes, nem é por falta de merecimento.É sobre como administrar tudo, como tratar bem e fazê-las propriamente boas.
Pra ser feliz é necessário saber ser feliz. Pra amar é necessário saber amar. E assim por diante...
Não adianta ter o que queremos e não sabermos usar...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sobre baús e tesouros
Me peguei lendo papeis velhos.
Desconfiei da minha letra...Essa menina mais nova, sabe mais do que eu.
Construir e desconstruir.
Dois segundos depois, estou no meio de uma conversa boa.Sabe quando você acha uma coisinha bonita no meio da areia da praia?
Era improvável. Era dificil. Você não tinha pistas.
Eu achei.Tenho um tesouro.
A parte boa é não ter medo de tê-lo. Acho que foi assim que eu descobri.
A gente se constrói, se prepara, somos um baú, ai vem um tesouro e a gente pode guardar.
Desconfiei da minha letra...Essa menina mais nova, sabe mais do que eu.
Construir e desconstruir.
Dois segundos depois, estou no meio de uma conversa boa.Sabe quando você acha uma coisinha bonita no meio da areia da praia?
Era improvável. Era dificil. Você não tinha pistas.
Eu achei.Tenho um tesouro.
A parte boa é não ter medo de tê-lo. Acho que foi assim que eu descobri.
A gente se constrói, se prepara, somos um baú, ai vem um tesouro e a gente pode guardar.
sábado, 20 de agosto de 2011
Confusão
Acho que eu só preciso ser sincera sobre tudo.E quem não é?
Talvez , minhas ações realmente demonstrem desespero da minha parte. Tudo porque sou débil em certos aspectos da vida.
Existe aqui dentro uma pessoa prepotente e defeituosa demais para sair. Inútil, porque quem fica na casca é apenas um ser tímido e medroso.Arriscaria mais, se eu soubesse dosar esses dois pontos com certeza conseguiria chegar aonde quero com mais facilidade.
Mesmo agora quando passo estas palavras para fora, há um comedimento desnecessário.
Mesmo agora quando passo estas palavras para fora, há um comedimento desnecessário.
É como se eu tivesse vergonha de me mostrar, vergonha de um monte de desejos brutos e ruins, mas não, ninguém me condenaria... Eu já faço isso.
É a complexidade que trás a confusão. Se eu mesma não sei fazer a leitura dos meus próprios desejos, quem irá fazê-la para mim?
Caro leitor, não tenho dinheiro nem saco para um analista. Me salvo aqui mesmo. Depois desse texto vou estar alguns passos adiante de uma consciência mais limpa.
Caro leitor, não tenho dinheiro nem saco para um analista. Me salvo aqui mesmo. Depois desse texto vou estar alguns passos adiante de uma consciência mais limpa.
O mal de quem vai sempre bem, meus caros, é que quando esses não conseguem acompanhar alguma coisa, quando demonstram fragilidade são logo repreendidos: “Mas você, logo você? Tão inteligente, fazendo uma coisa dessas...”
Ah! Que raiva!
Todo mundo é passível de fraqueza, de erro, de duvida, de confusão... Pelo amor de Deus!
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